sábado, 25 de junho de 2011

Música: John Butler Trio

Esse é um blog de estudos espíritas, mas como nem só de teoria e estudos nós vivemos, estou postando uma dica musical. A música representa importante papel para todos nós e é uma das mais elevadas formas de arte que conhecemos, pois é capaz de tocar os sentimentos, a emoção de maneira muito profunda.

Particularmente gosto muito do violão e, apesar de não ser muito habilidoso, eventualmente me atrevo a tocar algumas músicas. Gosto de muitos estilos musicais. Ultimamente, um músico que tem chamado minha atenção pela sua técnica e criatividade é John Butler. Ele é um guitarrista (guitarra acústica - violão) australiano e toca na banda que leva seu nome - a John Butler Trio.

Eu não saberia identificar um estilo específico para ele, é algo bem eclético. Abaixo segue um link para uma de suas melhores músicas. Aproveitem.



John Butler: Ocean

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Lógica da Reencarnação 2

Uma das coisas que guardarei com carinho em minha memória para sempre são as reuniões dominicais que meus pais sempre fazem com a família. Nessas reuniões surge todo tipo de assunto. Um tema recorrente é a questão religiosa/espiritual. Primeiramente vou contextualizar a situação. Minhas tias são católicas, minha mãe é "catolespírita" e meu pai é descrente de tudo que ele não possa ver (apesar de dizer acreditar na possibilidade da existência de um Criador). Eu sou espírita.

Quando tal tema surge, sei que logo irão me questionar sobre a questão da vida após a morte e sobre a reencarnação. Com relação a essa última, meu pai sempre lança o seguinte argumento: "Se o planeta Terra no início da história humana tinha alguns milhares de habitantes e hoje tem bilhões, como se explica a reencarnação? As almas se reproduzem? Ou há uma fábrica de almas?"

Para muitos que desconhecem a Doutrina Espírita esse argumento pode parecer vigoroso, sendo inclusive muito utilizado por pessoas que se opõem a ela. Mas para o estudioso espírita ele é pueril e até infantil. Uma leitura rápida em algumas passagens de O Livro dos Espíritos (LE) nos esclarecem sobre essa questão e enterram facilmente tal argumento.

Primeiramente uma das perguntas mais famosas do LE:

1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”


A primeira coisa que devemos observar é o uso da preposição "que" (em oposição a "quem"). Isso indica que Kardec reconhecia Deus não como um homem, mas algo que está acima dele. Uma segunda observação é que os Espíritos colocam Deus como a "causa primeira de todas as coisas".

Assim, vemos que no âmbito do conhecimento espírita, Deus é o Criador de tudo absolutamente, o que inclui todos os Espíritos. Vamos agora a uma segunda questão:

21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por ele em dado momento?
“Só Deus o sabe. Há uma coisa, todavia, que a razão vos deve indicar: é que Deus, modelo de amor e caridade, nunca esteve inativo. Por mais distante que logreis figurar o início de sua ação, podereis concebê-lo ocioso, um momento que seja?”

Sublinhamos um detalhe importante nessa questão. Deus nunca esteve inativo, segundo os Espíritos. Ou seja, a criação não é algo estático, que foi feita num determinado momento e parou. Ela é dinâmica e constante. Nunca para.

Alguns poderiam retrucar que essa questão trata da matéria. Mas as questõe 78 e especialmente a 81 vem em nosso auxílio, dirimindo toda a dúvida:

78. Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?
“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação sua e se acham submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo por que nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”

80. A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?
“É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.”

Assim, podemos dizer que os Espíritos não se reproduzem, como perguntava meu pai. Mas a tal "fabrica de almas" de certa forma existe sim: a vontade e onipotência do Criador. Deus, em sua sabedoria e bondade, nunca deixou de criar, nunca esteve parado, pelo contrário, atua sempre dirigindo tudo o que criou ao mesmo tempo que dá continuidade a sua Criação: novos espíritos, que formarão as humanidades futuras, e matéria e energia, formadoras das moradas (planetas, galáxias etc) onde tais humanidades evoluirão.

Muita Paz a todos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Lógica da Reencarnação 1

Durante minha vida como Espírita tenho visto diversos argumentos contra a reencarnação. Desses argumentos, todos são ou muito infantis ou derivam de um conhecimento extremamente fraco ou falho da Doutrina Espírita, ou mesmo completo desconhecimento dela. Um desses argumentos é: "Se a reencarnação é fato, e os espíritos sempre evoluem, a humanidade na Terra deveria estar melhorando e isso não ocorre" - o que leva a um grave engano na sua conclusão.

De fato, a Doutrina Espírita prega a reencarnação, como é amplamente conhecido, bem como a constante evolução dos Espíritos. As pessoas que defendem a assertiva acima não sabem (ou não querem saber) que a mesma doutrina também afirma que a evolução espiritual é lenta e gradativa [1], podendo levar milhares e milhares de anos, em inúmeras encarnações, para que um único espírito chegue à categoria de Espírito Bom. Pode-se imaginar o quanto leva uma coletividade do porte da terrena.

Além da questão da lentidão da evolução, um segundo aspecto deve ser analisado: será que a humanidade não melhorou nada desde os períodos iniciais do Homo Erectus, Homo Habilis, Homo Sapiens etc? Sabe-se que na pré-história a "Lei" vigente era a da força bruta, quase que única e exclusivamente. Na idade antiga, vigorou por muito tempo a Lei do Talião, que representa claro avanço em relação à anterior. Durante a idade moderna e contemporânea, o Direito geral desenvolveu-se vigorosamente e a noção de Direitos Humanos cresceu primorosamente. Isso não é avanço?

É fato que há ainda longo caminho a percorrer para que a humanidade chegue a um grau aceitável de "bondade", mas ela caminha a passos firmes para essa destinação, e a Lei de Reencarnação é explicação lógica para essa evolução e para diversos outros fenômenos que vemos no nosso universo.

[1] Ver O Livro dos Espíritos, Cap. 4 - Pluralidade das Existências.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Casos Espíritas: Serve e Prossegue

Alguns dias atrás, no post sobre preces espíritas eu havia prometido relatar um interessante caso que vivenciei. Falando sobre Reuniões Espíritas de Estudo e sobre o Evangelho no Lar, eu dizia que "Nessas reuniões, é comum os Espíritos guiarem o ato mecânico de abrir um livro para que caia num texto específico, útil para os que estão ouvindo." Pois bem. O seguinte caso ocorreu no período de eleições de um conhecido centro espírita em Natal.

O presidente em exercício, antigo e dedicado trabalhador da casa, desejava deixar o cargo de presidente. Alegava problemas de saúde, dificuldades domésticas e o fato de já ter sido eleito mais de uma vez. Era justo deixar a oportunidade de gestão para outrem. Entretanto não apareciam candidatos interessados. Todos os trabalhadores da casa o respeitavam pelos serviços prestados durante vários anos. Vez ou outra um companheiro pedia que ele ponderasse, que continuasse o trabalho, que a maioria o desejava como líder etc. Mas ele permanecia reticente.

Chegado o dia da Assembleia de Eleição, não havia chapas nem se apresentaram candidatos a disputar. Vários trabalhadores, sócios da casa estavam reunidos na sede do centro. A reunião foi iniciada e foi solicitado a um dos sócios que abrisse aleatoriamente o livro de mensagens "Fonte Viva", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. O livro, aberto numa página qualquer, escolhida ao acaso, mostrava o capítulo de número 82. Quem tiver o livro, abra-o nesse capítulo e verá a influência dos Espíritos naquele suposto "ato puramente mecânico e aleatório" de abrir um livro e a clara mensagem que eles queriam passar, já a partir do título da mensagem. Não vou citar aqui propositalmente para incentivar os amigos a buscar e ler o livro espírita. Para quem não tiver o livro, uma dica: a Internet tem :)

O antigo servidor foi assim re-eleito naquela Assembleia, aceitando o cargo e passando a guiar os rumos da casa por mais um período.

Alguns poderiam alegar que o livro estava "viciado" ou marcado naquele capítulo. Não era o caso, pois era frequentemente utilizado em reuniões públicas de que eu mesmo participava, e, aberto ao acaso, sempre mostrava mensagens diferentes. É difícil aceitar um fenômeno de pura coincidência naquela ocasião tão específica.

Esse é apenas um caso, de muitos que são conhecidos no meio espírita, de mensagens que chegaram na hora e momento adequados, inesperadamente, de maneira bastante sutil, mas de resultados muito positivos.