Bom, vou começar esse artigo sendo bastante claro e sucinto: Não há atualmente quaisquer provas científicas de que Deus existe. Dada essa provocação inicial, vamos ao nosso texto.
Em primeiro lugar, precisamos entender o conceito de prova - ou mais rigorosamente, evidência - para a ciência:
"Uma evidência científica é o conjunto de elementos utilizados para suportar a confirmação ou a negação de uma determinada teoria ou hipótese científica. Para que haja uma evidência científica é necessário que exista uma pesquisa realizada dentro de preceitos científicos - e essa pesquisa deve ser passível de repetição por outros cientistas em locais diferentes daquele onde foi realizada originalmente" [1].
Assim uma afirmação, ou teoria, pode ser dada como comprovada quando pode ser transformada em experimento, que por sua vez possa ser observado, analisado e repetido pela comunidade científica.
Ora, Deus não pode ser observado, medido, analisado. Não pode ser submetido a um experimento controlado. Não temos como questioná-lo sobre sua existência. Portanto, concluímos que a ciência humana, até a data de publicação desse texto, não tem qualquer condição de provar a Sua existência e Sua atuação no Universo.
A boa notícia é que, da mesma forma que a ciência não tem meios de comprovar a existência de Deus, ela é incapaz de provar a sua não existência. Aliás, seria muito mais difícil provar que Deus não existe. Por que isso ocorre?
Para responder isso, temos de entender o conceito de indício. Um indício, é um vestígio, um sinal, uma indicação. Por exemplo, quando nossa campainha toca, temos um indício de que nossas visitas chegaram. Não temos ainda a certeza, apenas uma indicação desse evento.
Bem, a ciência não trabalha somente com comprovações. Se assim o fosse, ela estaria completamente paralisada e incapaz de evoluir. Há inúmeras teorias científicas ainda não comprovadas, mas bem aceitas pela ciência. Vejamos por exemplo o Big Bang - a grande explosão que deu origem ao nosso Universo a alguns bilhões de anos. Não há qualquer comprovação de que tenha realmente ocorrido. Entretanto, há inúmeros indícios disso. Indícios esses suficientes para que possamos, com certo grau de segurança, aceitar a teoria, estudá-la e desenvolvê-la. Outros casos similares e bastante clássicos são o dos buracos negros e o da matéria escura. Isso não impede que tais teorias sejam questionadas. Há vários pesquisadores que criticam o Big Bang [2][3], e recentemente o próprio Stephen Hawking afirmou que os buracos negros não existem da forma como imaginamos [4].
Voltemos agora à questão da existência de Deus. Na questão número 4 de O Livro dos Espíritos, lemos:
4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”
Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.
Assim uma afirmação, ou teoria, pode ser dada como comprovada quando pode ser transformada em experimento, que por sua vez possa ser observado, analisado e repetido pela comunidade científica.
Ora, Deus não pode ser observado, medido, analisado. Não pode ser submetido a um experimento controlado. Não temos como questioná-lo sobre sua existência. Portanto, concluímos que a ciência humana, até a data de publicação desse texto, não tem qualquer condição de provar a Sua existência e Sua atuação no Universo.
A boa notícia é que, da mesma forma que a ciência não tem meios de comprovar a existência de Deus, ela é incapaz de provar a sua não existência. Aliás, seria muito mais difícil provar que Deus não existe. Por que isso ocorre?
Para responder isso, temos de entender o conceito de indício. Um indício, é um vestígio, um sinal, uma indicação. Por exemplo, quando nossa campainha toca, temos um indício de que nossas visitas chegaram. Não temos ainda a certeza, apenas uma indicação desse evento.
Bem, a ciência não trabalha somente com comprovações. Se assim o fosse, ela estaria completamente paralisada e incapaz de evoluir. Há inúmeras teorias científicas ainda não comprovadas, mas bem aceitas pela ciência. Vejamos por exemplo o Big Bang - a grande explosão que deu origem ao nosso Universo a alguns bilhões de anos. Não há qualquer comprovação de que tenha realmente ocorrido. Entretanto, há inúmeros indícios disso. Indícios esses suficientes para que possamos, com certo grau de segurança, aceitar a teoria, estudá-la e desenvolvê-la. Outros casos similares e bastante clássicos são o dos buracos negros e o da matéria escura. Isso não impede que tais teorias sejam questionadas. Há vários pesquisadores que criticam o Big Bang [2][3], e recentemente o próprio Stephen Hawking afirmou que os buracos negros não existem da forma como imaginamos [4].
Voltemos agora à questão da existência de Deus. Na questão número 4 de O Livro dos Espíritos, lemos:
4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”
Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.
(uma interessante explanação sobre o método de Kardec pode ser encontrada aqui)
É lançado nessa questão um argumento bastante interessante que aponta para a existência de um Criador. Seria muito difícil aceitar que algo tenha surgido do nada dentro do nosso Universo. Ainda mais algo tão complexo e perfeito. Aqui, por indução, temos um indício de que Deus exista. Mas o contrário, não: não temos qualquer indicação de que Ele não exista (aqui respondemos a pergunta feita no sexto parágrafo).
Para basear um pouco mais nossas afirmações: recentemente, um matemático afirmou que nosso universo parece ser parte de uma simulação (ver texto anterior). Ora, toda simulação exige um autor (ou autores) e mantenedores que a gerenciem.
É importante que os Espíritas se esclareçam sobre a metodologia científica. Tenho assistido várias palestras onde o expositor afirma categoricamente que Deus e os Espíritos são uma realidade cientificamente comprovada. Por mais que aprovemos o entusiasmo e boa vontade dessas pessoas, é imprescindível evitar “forçar a barra” sob pena de cairmos no ridículo.
Para fechar esse texto: Como espírita (e um tanto cético) que sou, considero que temos indicações mais que suficientes para aceitarmos a existência de Deus e dos Espíritos, conforme se acha exposto nas Obras Fundamentais de Allan Kardec.
[1] Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Evid%C3%Aancia, acessado em 23/03/2014.
[2] How Stuff Works: http://science.howstuffworks.com/dictionary/astronomy-terms/big-bang-theory7.htm, acessado em 23/03/2014.
[3] Colorado University: http://www.colorado.edu/philosophy/vstenger/Cosmo/bang.txt, acessado em 23/03/2014
[4] Nature: http://www.nature.com/news/stephen-hawking-there-are-no-black-holes-1.14583, acessado em 23/03/2014
É lançado nessa questão um argumento bastante interessante que aponta para a existência de um Criador. Seria muito difícil aceitar que algo tenha surgido do nada dentro do nosso Universo. Ainda mais algo tão complexo e perfeito. Aqui, por indução, temos um indício de que Deus exista. Mas o contrário, não: não temos qualquer indicação de que Ele não exista (aqui respondemos a pergunta feita no sexto parágrafo).
Para basear um pouco mais nossas afirmações: recentemente, um matemático afirmou que nosso universo parece ser parte de uma simulação (ver texto anterior). Ora, toda simulação exige um autor (ou autores) e mantenedores que a gerenciem.
É importante que os Espíritas se esclareçam sobre a metodologia científica. Tenho assistido várias palestras onde o expositor afirma categoricamente que Deus e os Espíritos são uma realidade cientificamente comprovada. Por mais que aprovemos o entusiasmo e boa vontade dessas pessoas, é imprescindível evitar “forçar a barra” sob pena de cairmos no ridículo.
Para fechar esse texto: Como espírita (e um tanto cético) que sou, considero que temos indicações mais que suficientes para aceitarmos a existência de Deus e dos Espíritos, conforme se acha exposto nas Obras Fundamentais de Allan Kardec.
[1] Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Evid%C3%Aancia, acessado em 23/03/2014.
[2] How Stuff Works: http://science.howstuffworks.com/dictionary/astronomy-terms/big-bang-theory7.htm, acessado em 23/03/2014.
[3] Colorado University: http://www.colorado.edu/philosophy/vstenger/Cosmo/bang.txt, acessado em 23/03/2014
[4] Nature: http://www.nature.com/news/stephen-hawking-there-are-no-black-holes-1.14583, acessado em 23/03/2014