segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Somos parte de uma Simulação?

A teoria não é nova: Todo o nosso universo seria uma simulação feita por cientistas, pesquisadores e programadores extremamente habilidosos, que naturalmente estariam vivendo fora de nosso mundo observável. Agora mais um pesquisador coloca seus centavos nessa idéia. O Matemático Edward Frankel explica num artigo no New York Times como a matemática parece permear todo o nosso Universo (artigo em inglês) fazendo-o parecer-se como uma simulação.

É claro, que muitos outros pesquisadores estão achando que isso cheira a pura ficção científica. Mas o  fato é que cada vez mais cientistas estão se debruçando sobre essa idéia. Inclusive, há um artigo que levanta um possível método para testar a possibilidade da teoria ser verdadeira: "Constraints of the Universe as a Numerical Simulation" (também em inglês).

Independente de ser verdadeira ou falsa, essa teoria levanta um ponto interessante: a ciência está começando a prever a possibilidade de existir um criador (ou criadores). Ora, se nosso universo for uma simulação (ou algo parecido com isso), é necessário haver um ser (ou seres) consciente(s) e superior(es) a nós. E tal ser teria de ser extremamente inteligente para criar e manter essa simulação.

Isso "prova" que Deus existe? Absolutamente não. Mas é algo extremamente positivo que a Ciência comece a se cogitar sua existência, da mesma forma que já cogita a existência da vida espiritual através dos estudos de Dr. Ian Stevenson e seus sucessores, e das atuais pesquisas sobre as Experiências de Quase Morte (Near Death Experiences).

Pouco a pouco a Ciência, Filosofia e Religião parecem estar se aproximando, conforme Kardec teorizava que ocorreria. À medida que tais ramos do conhecimento humano evoluem e se desapegam de suas intransigências, orgulhos, vaidades, fanatismos e dogmas, elas naturalmente passam a conviver mais cordialmente.

Bom, mas respondendo à pergunta no título: não, não somos uma simulação. Fazemos parte de um Universo bem real e palpável. Somos e fazemos a realidade. Entretanto, o modelo puramente materialista não suporta (no sentido de compreender) todos os detalhes desse Universo. Para isso é necessário adicionar o elemento espiritual a esse modelo. E isso tem evoluído pouco a pouco dentro da ciência terrena.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O Passe Espírita

Introdução


O passe é a manipulação das energias sutis exteriorizadas pelos encarnados e desencarnados, bem como dos centros de força (centros vitais ou chakras) no sentido de equilibrá-los adequadamente.


É uma técnica presente em várias correntes de pensamento, sejam elas religiosas ou não. Caracteriza-se normalmente pela passagem das mãos em frente ou sobre a pessoa que está sendo tratada (receptor ou paciente). É comum também que haja apenas a imposição das mãos estaticamente sobre a cabeça do paciente.


O passe espírita tem bases profundas nos estudos do médico alemão Franz Anton Mesmer. Allan Kardec, quando questionado sobre as Mesas Girantes, teria dito inicialmente que tais movimentos poderiam ser facilmente explicado através do magnetismo. O Espiritismo entretanto, leva em consideração a atuação constante do lado espiritual nos fenômenos magnéticos ocorridos nas sessões de passes.


Grosso modo, o passe espírita pode ser categorizado como:

  • Passe Espiritual: Preponderância de atuação de energias espirituais;
  • Passe Anímico ou Magnético: Preponderância de atuação de energias do passista (encarnado);
  • Passe Misto: Passe relativamente balanceado entre os dois extremos;

Deve-se notar que, ao menos nos centros espíritas, o passe sempre tem algo dos dois mundos, o material e o espiritual.


Concentração, Equilíbrio, Vontade (e que seja das boas)


Passe exige concentração, equilíbrio de pensamentos e, principalmente, vontade (principalmente boa vontade, já que a má vontade não levará a nada). Esses requisitos são necessários tanto ao passista quanto ao paciente. Um passista sem vontade (ou com má vontade) não tem efetividade. Um paciente sem vontade de receber o passe torna-se refratário, e a manipulação não ocorre devidamente.


Como o pensamento é a base para o passe (e há a necessidade do equilíbrio mental), é de suma importância que o passe deve ser dado ao final das reuniões públicas, quando foi realizada toda uma preparação através das preces e da palestra pública. Muitas pessoas vão ao centro e ficam conversando amenidades no momento da palestra, para entrarem apenas ao final, no momento do passe. Isso é um erro muito comum e resulta em um passe “mau recebido”, pois o paciente está muitas vezes refratário, incapaz de receber os fluidos e energias superiores.
Um alerta aos dirigentes de sessões de passes. Evitem sempre frases como “Vamos esquecer nossos problemas”. Isso resulta na imediata lembrança de todos os problemas que os passistas e pacientes estejam enfrentando. Melhor dizer algo como: “Sentem-se confortavelmente. Relaxem nas cadeiras. Fechem os olhos. Façam uma prece”. Frases positivas e ditas calmamente tendem a auxiliar a concentração e tranquilidade gerais.



Cuidados básicos

Todo passista necessita cuidar bem de seu corpo. Da mesma forma que um médico deve mater-se limpo para atender os pacientes, o passista deve cuidar de sua assepsia mental e física. Dessa forma (e principalmente nos dias de passes), ele deve se esforçar em manter pensamentos e sentimentos equilibrados. De forma similar, deve abster-se de excessos na alimentação, pois isso, ao prejudicar o corpo físico, prejudica também o passe. Drogas como o cigarro e o álcool devem ser abolidas. Desnecessário dizer que as drogas ilícitas também o devem ser. Ou seja: excluir qualquer elemento que possa alterar negativamente o metabolismo normal do organismo. Isso, naturalmente, não se aplica a drogas passadas por médicos, pois nesse caso, trata-se de uma necessidade do corpo do passista. Excluí-las sem o consentimento do médico consistiria em grave irresponsabilidade.


O passista deve, nos dias de passe, apresentar-se adequadamente. Vestido adequadamente, em respeito àqueles que serão atendidos. Esses por sua vez, devem seguir a mesma regra. Decotes, roupas extravagantes, perfumes em excesso ou maus odores dispersam a concentração tanto do passista como do paciente e terminam por prejudicar a operação.


Outro elemento prejudicial (também por sua capacidade de desconcentrar) são os ruídos, principalmente aqueles feitos pelo próprio passista. Sendo assim, deve-se evitar pulseiras e anéis que terminam causando estalidos no processo de movimentação das mãos e braços. Outros ruídos como arrotos, sopros, sussuros, respiração forte etc devem ser evitados da mesma forma.


O passista deverá evitar ao máximo tocar no paciente. O passe é manipulação de energias e não necessita de toque físico. Esse, pelo contrário, termina por atrapalhar, pois também quebram a concentração. Um efeito mais nefasto é a possibilidade de o paciente achar que está sendo molestado, principalmente no caso das mulheres. Muitos passistas tem a mania de tentar corrigir a postura e posição das mãos dos pacientes, por achar que se os mesmos não estiverem com as mãos postas para cima em posição de recepção, eles não recebem passe. Isso é lenda.


O Núcleo de Passistas


Toda casa espírita deve ter um núcleo (grupo) de passistas que consigam perseverar na tarefa. Eles devem assisir as palestras antes do passe para se prepararem mentalmente. Devem estar unidos nesse ideal. Novos membros devem entrar pouco a pouco e somente após terem sido aprovados pelo coordenador do departamento de assuntos mediúnicos. Deverá primeiro apenas observar, mantendo a ligação com o mundo maior através das orações. Em seguida, deverá iniciar os passes, sob a supervisão do coordenador, seguindo os conselhos e determinações deste. A casa espírita poderá realizar cursos de passes, ministrados pelos passistas mais experientes. Nesses casos deverão participar tanto os aspirantes à tarefa como os passistas antigos. Assim o Centro poderá suprir às vagas que surjam em suas salas de passe, como até “exportar” passistas para outras casas menores.