sábado, 22 de maio de 2021

A Teoria do Salto Etéreo

A Doutrina Espírita, e diversas outras doutrinas espiritualistas, afirmam que o Espírito, herdeiro da Criação, evolui através dos diversos reinos da natureza em jornada pelos diversos astros componentes do Universo. Desde os planetas mais densos, materializados e primitivos, até mundos que albergam humanidades evoluídas, felizes, avançadas tecnologicamente e emocionalmente, vibrando em dimensões tão sutis, que nossos sentidos e aparelhos seriam totalmente incapazes de perceber.

Todos os Espíritos e todas as humanidades, bem como todos os planetas evoluem. Allan Kardec, através da Doutrina Espírita, propõe a seguinte escala de mundos, a título de estudo:

  • Mundos Primitivos: Espíritos nos passos iniciais da evolução. Corpos completamente materiais. Todos os instintos encontram-se em plena força, sobrepujando sentimentos e razão. Encarnações se dão em corpos de matéria densa.
  • Mundos de Expiação e Provas: Razão e tecnologias já existem, mas o mal e as paixões  predominam. São mundos voltados ao aprendizado mais rude, com dores e expiações difíceis. Encarnações se dão em corpos de matéria densa. A Terra é um desses mundos.
  • Mundos de Regeneração: O Bem já está em começa a se sobrepor ao mal. As dores, quando surgem, são bem mais leves que na Terra. Encarnam em corpos mais sutis que os da Terra.
  • Mundos Ditosos: O Bem sobrepuja completamente o mal. Mundos muito felizes, com humanidades totalmente fraternas. Encarnam em corpos muito sutis.
  • Mundos Celestes/Divinos: Espíritos que completaram seu processo evolutivo. Alcançaram o ápice da pureza e perfeição espirituais.

 
A lista acima descreve a escala ascendente dos mundos, desde os mais densos e primitivos, aos mais sutis e felizes. Nota-se que nos mais atrasados, as encarnações se dão em corpos de matéria densa, como ocorre com os nossos. Já nos mundos de regeneração e superiores, as reencarnações se dão em corpos cada vez mais sutis (talvez já nas dimensões dos planos astral ou mental). Ou seja, à medida que os mundos vão evoluindo, suas humanidades se utilizam de corpos cada vez mais espiritualizados.
 
Segundo algumas informações de Espíritos desencarnados, planetas como Marte, Júpiter e todos os outros na vizinhança da Terra são habitados por humanidades num grau evolutivo superior ao da Terra, portanto inacessíveis à nossa visão ou detecção por nossos aparelhos, já que estão em dimensões ou planos vibracionais mais altos. A Terra, como mundo de expiação e provas, estaria no limiar da passagem para o início da categoria de mundo de regeneração, quando então ocorrerá a separação do “joio e trigo” na linguagem das Escrituras, ou seja, a migração em massa de Espíritos atrasados para mundos primitivos, dando mais espaço na Terra para o surgimento do Bem.
 
Desta tese, surge entretanto uma questão de difícil resposta: Vimos que a evolução moral dos Espíritos em um planeta implica na evolução corporal. Quanto mais elevada moralmente a humanidade, mais espiritualizados são as mentes e também os corpos. Como então (e quando) ocorreria a migração, o salto, dos corpos densos comuns em mundos inferiores para a encarnação em corpos mais sutis? A transformação do corpo do plano físico para um corpo do plano etérico parece inverossímil. Não existe processo conhecido para explicar tal fenômeno. E mesmo que fosse possível, tal mudança poderia exigir dezenas de milênios para ocorrer. Ora, se a simples evolução do antigo estado hominídeo para o homo sapiens exigiu tantos milênios, que dizer da mudança vibracional do corpo físico e de toda a matéria do planeta! Demandaria muito mais tempo. E isso não parece compatível com a nossa proximidade para estágio de regeneração indicado por revelações espirituais.
 
A teoria que proponho nesse trabalho, é a de que o processo não se dará de forma miraculosa ou sobrenatural. Mas de forma extremamente natural e lógica. Ora, na verdade todos nós que já encarnamos no corpo denso estamos utilizando também um outro corpo, intermediário e imperceptível para nós: o Corpo Etérico! Esse corpo, de composição que podemos dizer, semi-material, detém praticamente todas as características do nosso corpo físico, sendo quase uma cópia célula a célula. A diferença é que um encontra-se no plano físico e o outro, no etérico. O que se propõe nesse ensaio teórico é que a humanidade gradualmente deixará de encarnar no corpo físico, passando a encarnar usando apenas o corpo etérico. Isso caracterizará uma humanidade em estágio de regeneração pleno.Acredito inclusive que esse processo já tenha sido iniciado. Muitos espíritos podem estar encarnando a décadas em corpo etérico, sendo os precursores na construção das bases para a nova sociedade que existirá apenas nesse plano. Muito esforço e trabalho podem estar sendo carreados nesse exato momento para formar os pródromos de um novo mundo.
 
Revelações espirituais recentes (como nos livros “Transição Planetária” e “O Alvorecer de Uma Nova Era”, de Divaldo Pereira Franco) revelam que espíritos de mundos mais elevados estão vindo reencarnar na Terra para acelerar o processo de transição. Parte desses espíritos podem estar reencarnando em plano físico. Outra parte em, plano etérico. Dessa forma, esse apoio em dois planos torna-se mais efetivo.
 
Acreditamos, que pouco a pouco, tanto os humanos como toda a vida na Terra deixarão de encarnar no plano físico. Esse se deteriorará, fenecerá, tornando-se um enorme deserto como hoje é Marte. Mas florescerá mais grandioso e luminoso em sua dimensão etérea, seguindo o que determina a lei de evolução.