A teoria não é nova: Todo o nosso universo seria uma simulação feita por cientistas, pesquisadores e programadores extremamente habilidosos, que naturalmente estariam vivendo fora de nosso mundo observável. Agora mais um pesquisador coloca seus centavos nessa idéia. O Matemático Edward Frankel explica num artigo no New York Times como a matemática parece permear todo o nosso Universo (artigo em inglês) fazendo-o parecer-se como uma simulação.
É claro, que muitos outros pesquisadores estão achando que isso cheira a pura ficção científica. Mas o fato é que cada vez mais cientistas estão se debruçando sobre essa idéia. Inclusive, há um artigo que levanta um possível método para testar a possibilidade da teoria ser verdadeira: "Constraints of the Universe as a Numerical Simulation" (também em inglês).
Independente de ser verdadeira ou falsa, essa teoria levanta um ponto interessante: a ciência está começando a prever a possibilidade de existir um criador (ou criadores). Ora, se nosso universo for uma simulação (ou algo parecido com isso), é necessário haver um ser (ou seres) consciente(s) e superior(es) a nós. E tal ser teria de ser extremamente inteligente para criar e manter essa simulação.
Isso "prova" que Deus existe? Absolutamente não. Mas é algo extremamente positivo que a Ciência comece a se cogitar sua existência, da mesma forma que já cogita a existência da vida espiritual através dos estudos de Dr. Ian Stevenson e seus sucessores, e das atuais pesquisas sobre as Experiências de Quase Morte (Near Death Experiences).
Pouco a pouco a Ciência, Filosofia e Religião parecem estar se aproximando, conforme Kardec teorizava que ocorreria. À medida que tais ramos do conhecimento humano evoluem e se desapegam de suas intransigências, orgulhos, vaidades, fanatismos e dogmas, elas naturalmente passam a conviver mais cordialmente.
Bom, mas respondendo à pergunta no título: não, não somos uma simulação. Fazemos parte de um Universo bem real e palpável. Somos e fazemos a realidade. Entretanto, o modelo puramente materialista não suporta (no sentido de compreender) todos os detalhes desse Universo. Para isso é necessário adicionar o elemento espiritual a esse modelo. E isso tem evoluído pouco a pouco dentro da ciência terrena.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
O Passe Espírita
Introdução
O passe é a manipulação das energias sutis exteriorizadas pelos encarnados e desencarnados, bem como dos centros de força (centros vitais ou chakras) no sentido de equilibrá-los adequadamente.
É uma técnica presente em várias correntes de pensamento, sejam elas religiosas ou não. Caracteriza-se normalmente pela passagem das mãos em frente ou sobre a pessoa que está sendo tratada (receptor ou paciente). É comum também que haja apenas a imposição das mãos estaticamente sobre a cabeça do paciente.
O passe espírita tem bases profundas nos estudos do médico alemão Franz Anton Mesmer. Allan Kardec, quando questionado sobre as Mesas Girantes, teria dito inicialmente que tais movimentos poderiam ser facilmente explicado através do magnetismo. O Espiritismo entretanto, leva em consideração a atuação constante do lado espiritual nos fenômenos magnéticos ocorridos nas sessões de passes.
Grosso modo, o passe espírita pode ser categorizado como:
- Passe Espiritual: Preponderância de atuação de energias espirituais;
- Passe Anímico ou Magnético: Preponderância de atuação de energias do passista (encarnado);
- Passe Misto: Passe relativamente balanceado entre os dois extremos;
Deve-se notar que, ao menos nos centros espíritas, o passe sempre tem algo dos dois mundos, o material e o espiritual.
Concentração, Equilíbrio, Vontade (e que seja das boas)
Passe exige concentração, equilíbrio de pensamentos e, principalmente, vontade (principalmente boa vontade, já que a má vontade não levará a nada). Esses requisitos são necessários tanto ao passista quanto ao paciente. Um passista sem vontade (ou com má vontade) não tem efetividade. Um paciente sem vontade de receber o passe torna-se refratário, e a manipulação não ocorre devidamente.
Como o pensamento é a base para o passe (e há a necessidade do equilíbrio mental), é de suma importância que o passe deve ser dado ao final das reuniões públicas, quando foi realizada toda uma preparação através das preces e da palestra pública. Muitas pessoas vão ao centro e ficam conversando amenidades no momento da palestra, para entrarem apenas ao final, no momento do passe. Isso é um erro muito comum e resulta em um passe “mau recebido”, pois o paciente está muitas vezes refratário, incapaz de receber os fluidos e energias superiores.
Um alerta aos dirigentes de sessões de passes. Evitem sempre frases como “Vamos esquecer nossos problemas”. Isso resulta na imediata lembrança de todos os problemas que os passistas e pacientes estejam enfrentando. Melhor dizer algo como: “Sentem-se confortavelmente. Relaxem nas cadeiras. Fechem os olhos. Façam uma prece”. Frases positivas e ditas calmamente tendem a auxiliar a concentração e tranquilidade gerais.
Cuidados básicos
Todo passista necessita cuidar bem de seu corpo. Da mesma forma que um médico deve mater-se limpo para atender os pacientes, o passista deve cuidar de sua assepsia mental e física. Dessa forma (e principalmente nos dias de passes), ele deve se esforçar em manter pensamentos e sentimentos equilibrados. De forma similar, deve abster-se de excessos na alimentação, pois isso, ao prejudicar o corpo físico, prejudica também o passe. Drogas como o cigarro e o álcool devem ser abolidas. Desnecessário dizer que as drogas ilícitas também o devem ser. Ou seja: excluir qualquer elemento que possa alterar negativamente o metabolismo normal do organismo. Isso, naturalmente, não se aplica a drogas passadas por médicos, pois nesse caso, trata-se de uma necessidade do corpo do passista. Excluí-las sem o consentimento do médico consistiria em grave irresponsabilidade.
O passista deve, nos dias de passe, apresentar-se adequadamente. Vestido adequadamente, em respeito àqueles que serão atendidos. Esses por sua vez, devem seguir a mesma regra. Decotes, roupas extravagantes, perfumes em excesso ou maus odores dispersam a concentração tanto do passista como do paciente e terminam por prejudicar a operação.
Outro elemento prejudicial (também por sua capacidade de desconcentrar) são os ruídos, principalmente aqueles feitos pelo próprio passista. Sendo assim, deve-se evitar pulseiras e anéis que terminam causando estalidos no processo de movimentação das mãos e braços. Outros ruídos como arrotos, sopros, sussuros, respiração forte etc devem ser evitados da mesma forma.
O passista deverá evitar ao máximo tocar no paciente. O passe é manipulação de energias e não necessita de toque físico. Esse, pelo contrário, termina por atrapalhar, pois também quebram a concentração. Um efeito mais nefasto é a possibilidade de o paciente achar que está sendo molestado, principalmente no caso das mulheres. Muitos passistas tem a mania de tentar corrigir a postura e posição das mãos dos pacientes, por achar que se os mesmos não estiverem com as mãos postas para cima em posição de recepção, eles não recebem passe. Isso é lenda.
O Núcleo de Passistas
Toda casa espírita deve ter um núcleo (grupo) de passistas que consigam perseverar na tarefa. Eles devem assisir as palestras antes do passe para se prepararem mentalmente. Devem estar unidos nesse ideal. Novos membros devem entrar pouco a pouco e somente após terem sido aprovados pelo coordenador do departamento de assuntos mediúnicos. Deverá primeiro apenas observar, mantendo a ligação com o mundo maior através das orações. Em seguida, deverá iniciar os passes, sob a supervisão do coordenador, seguindo os conselhos e determinações deste. A casa espírita poderá realizar cursos de passes, ministrados pelos passistas mais experientes. Nesses casos deverão participar tanto os aspirantes à tarefa como os passistas antigos. Assim o Centro poderá suprir às vagas que surjam em suas salas de passe, como até “exportar” passistas para outras casas menores.
sábado, 25 de junho de 2011
Música: John Butler Trio
Esse é um blog de estudos espíritas, mas como nem só de teoria e estudos nós vivemos, estou postando uma dica musical. A música representa importante papel para todos nós e é uma das mais elevadas formas de arte que conhecemos, pois é capaz de tocar os sentimentos, a emoção de maneira muito profunda.
Particularmente gosto muito do violão e, apesar de não ser muito habilidoso, eventualmente me atrevo a tocar algumas músicas. Gosto de muitos estilos musicais. Ultimamente, um músico que tem chamado minha atenção pela sua técnica e criatividade é John Butler. Ele é um guitarrista (guitarra acústica - violão) australiano e toca na banda que leva seu nome - a John Butler Trio.
Eu não saberia identificar um estilo específico para ele, é algo bem eclético. Abaixo segue um link para uma de suas melhores músicas. Aproveitem.
John Butler: Ocean
Particularmente gosto muito do violão e, apesar de não ser muito habilidoso, eventualmente me atrevo a tocar algumas músicas. Gosto de muitos estilos musicais. Ultimamente, um músico que tem chamado minha atenção pela sua técnica e criatividade é John Butler. Ele é um guitarrista (guitarra acústica - violão) australiano e toca na banda que leva seu nome - a John Butler Trio.
Eu não saberia identificar um estilo específico para ele, é algo bem eclético. Abaixo segue um link para uma de suas melhores músicas. Aproveitem.
John Butler: Ocean
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Lógica da Reencarnação 2
Uma das coisas que guardarei com carinho em minha memória para sempre são as reuniões dominicais que meus pais sempre fazem com a família. Nessas reuniões surge todo tipo de assunto. Um tema recorrente é a questão religiosa/espiritual. Primeiramente vou contextualizar a situação. Minhas tias são católicas, minha mãe é "catolespírita" e meu pai é descrente de tudo que ele não possa ver (apesar de dizer acreditar na possibilidade da existência de um Criador). Eu sou espírita.
Quando tal tema surge, sei que logo irão me questionar sobre a questão da vida após a morte e sobre a reencarnação. Com relação a essa última, meu pai sempre lança o seguinte argumento: "Se o planeta Terra no início da história humana tinha alguns milhares de habitantes e hoje tem bilhões, como se explica a reencarnação? As almas se reproduzem? Ou há uma fábrica de almas?"
Para muitos que desconhecem a Doutrina Espírita esse argumento pode parecer vigoroso, sendo inclusive muito utilizado por pessoas que se opõem a ela. Mas para o estudioso espírita ele é pueril e até infantil. Uma leitura rápida em algumas passagens de O Livro dos Espíritos (LE) nos esclarecem sobre essa questão e enterram facilmente tal argumento.
Primeiramente uma das perguntas mais famosas do LE:
1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”
A primeira coisa que devemos observar é o uso da preposição "que" (em oposição a "quem"). Isso indica que Kardec reconhecia Deus não como um homem, mas algo que está acima dele. Uma segunda observação é que os Espíritos colocam Deus como a "causa primeira de todas as coisas".
Assim, vemos que no âmbito do conhecimento espírita, Deus é o Criador de tudo absolutamente, o que inclui todos os Espíritos. Vamos agora a uma segunda questão:
21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por ele em dado momento?
“Só Deus o sabe. Há uma coisa, todavia, que a razão vos deve indicar: é que Deus, modelo de amor e caridade, nunca esteve inativo. Por mais distante que logreis figurar o início de sua ação, podereis concebê-lo ocioso, um momento que seja?”
Sublinhamos um detalhe importante nessa questão. Deus nunca esteve inativo, segundo os Espíritos. Ou seja, a criação não é algo estático, que foi feita num determinado momento e parou. Ela é dinâmica e constante. Nunca para.
Alguns poderiam retrucar que essa questão trata da matéria. Mas as questõe 78 e especialmente a 81 vem em nosso auxílio, dirimindo toda a dúvida:
78. Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?
“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação sua e se acham submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo por que nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”
80. A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?
“É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.”
Assim, podemos dizer que os Espíritos não se reproduzem, como perguntava meu pai. Mas a tal "fabrica de almas" de certa forma existe sim: a vontade e onipotência do Criador. Deus, em sua sabedoria e bondade, nunca deixou de criar, nunca esteve parado, pelo contrário, atua sempre dirigindo tudo o que criou ao mesmo tempo que dá continuidade a sua Criação: novos espíritos, que formarão as humanidades futuras, e matéria e energia, formadoras das moradas (planetas, galáxias etc) onde tais humanidades evoluirão.
Muita Paz a todos.
Quando tal tema surge, sei que logo irão me questionar sobre a questão da vida após a morte e sobre a reencarnação. Com relação a essa última, meu pai sempre lança o seguinte argumento: "Se o planeta Terra no início da história humana tinha alguns milhares de habitantes e hoje tem bilhões, como se explica a reencarnação? As almas se reproduzem? Ou há uma fábrica de almas?"
Para muitos que desconhecem a Doutrina Espírita esse argumento pode parecer vigoroso, sendo inclusive muito utilizado por pessoas que se opõem a ela. Mas para o estudioso espírita ele é pueril e até infantil. Uma leitura rápida em algumas passagens de O Livro dos Espíritos (LE) nos esclarecem sobre essa questão e enterram facilmente tal argumento.
Primeiramente uma das perguntas mais famosas do LE:
1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”
A primeira coisa que devemos observar é o uso da preposição "que" (em oposição a "quem"). Isso indica que Kardec reconhecia Deus não como um homem, mas algo que está acima dele. Uma segunda observação é que os Espíritos colocam Deus como a "causa primeira de todas as coisas".
Assim, vemos que no âmbito do conhecimento espírita, Deus é o Criador de tudo absolutamente, o que inclui todos os Espíritos. Vamos agora a uma segunda questão:
21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por ele em dado momento?
“Só Deus o sabe. Há uma coisa, todavia, que a razão vos deve indicar: é que Deus, modelo de amor e caridade, nunca esteve inativo. Por mais distante que logreis figurar o início de sua ação, podereis concebê-lo ocioso, um momento que seja?”
Sublinhamos um detalhe importante nessa questão. Deus nunca esteve inativo, segundo os Espíritos. Ou seja, a criação não é algo estático, que foi feita num determinado momento e parou. Ela é dinâmica e constante. Nunca para.
Alguns poderiam retrucar que essa questão trata da matéria. Mas as questõe 78 e especialmente a 81 vem em nosso auxílio, dirimindo toda a dúvida:
78. Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?
“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação sua e se acham submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo por que nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”
80. A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?
“É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.”
Assim, podemos dizer que os Espíritos não se reproduzem, como perguntava meu pai. Mas a tal "fabrica de almas" de certa forma existe sim: a vontade e onipotência do Criador. Deus, em sua sabedoria e bondade, nunca deixou de criar, nunca esteve parado, pelo contrário, atua sempre dirigindo tudo o que criou ao mesmo tempo que dá continuidade a sua Criação: novos espíritos, que formarão as humanidades futuras, e matéria e energia, formadoras das moradas (planetas, galáxias etc) onde tais humanidades evoluirão.
Muita Paz a todos.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Lógica da Reencarnação 1
Durante minha vida como Espírita tenho visto diversos argumentos contra a reencarnação. Desses argumentos, todos são ou muito infantis ou derivam de um conhecimento extremamente fraco ou falho da Doutrina Espírita, ou mesmo completo desconhecimento dela. Um desses argumentos é: "Se a reencarnação é fato, e os espíritos sempre evoluem, a humanidade na Terra deveria estar melhorando e isso não ocorre" - o que leva a um grave engano na sua conclusão.
De fato, a Doutrina Espírita prega a reencarnação, como é amplamente conhecido, bem como a constante evolução dos Espíritos. As pessoas que defendem a assertiva acima não sabem (ou não querem saber) que a mesma doutrina também afirma que a evolução espiritual é lenta e gradativa [1], podendo levar milhares e milhares de anos, em inúmeras encarnações, para que um único espírito chegue à categoria de Espírito Bom. Pode-se imaginar o quanto leva uma coletividade do porte da terrena.
Além da questão da lentidão da evolução, um segundo aspecto deve ser analisado: será que a humanidade não melhorou nada desde os períodos iniciais do Homo Erectus, Homo Habilis, Homo Sapiens etc? Sabe-se que na pré-história a "Lei" vigente era a da força bruta, quase que única e exclusivamente. Na idade antiga, vigorou por muito tempo a Lei do Talião, que representa claro avanço em relação à anterior. Durante a idade moderna e contemporânea, o Direito geral desenvolveu-se vigorosamente e a noção de Direitos Humanos cresceu primorosamente. Isso não é avanço?
É fato que há ainda longo caminho a percorrer para que a humanidade chegue a um grau aceitável de "bondade", mas ela caminha a passos firmes para essa destinação, e a Lei de Reencarnação é explicação lógica para essa evolução e para diversos outros fenômenos que vemos no nosso universo.
[1] Ver O Livro dos Espíritos, Cap. 4 - Pluralidade das Existências.
De fato, a Doutrina Espírita prega a reencarnação, como é amplamente conhecido, bem como a constante evolução dos Espíritos. As pessoas que defendem a assertiva acima não sabem (ou não querem saber) que a mesma doutrina também afirma que a evolução espiritual é lenta e gradativa [1], podendo levar milhares e milhares de anos, em inúmeras encarnações, para que um único espírito chegue à categoria de Espírito Bom. Pode-se imaginar o quanto leva uma coletividade do porte da terrena.
Além da questão da lentidão da evolução, um segundo aspecto deve ser analisado: será que a humanidade não melhorou nada desde os períodos iniciais do Homo Erectus, Homo Habilis, Homo Sapiens etc? Sabe-se que na pré-história a "Lei" vigente era a da força bruta, quase que única e exclusivamente. Na idade antiga, vigorou por muito tempo a Lei do Talião, que representa claro avanço em relação à anterior. Durante a idade moderna e contemporânea, o Direito geral desenvolveu-se vigorosamente e a noção de Direitos Humanos cresceu primorosamente. Isso não é avanço?
É fato que há ainda longo caminho a percorrer para que a humanidade chegue a um grau aceitável de "bondade", mas ela caminha a passos firmes para essa destinação, e a Lei de Reencarnação é explicação lógica para essa evolução e para diversos outros fenômenos que vemos no nosso universo.
[1] Ver O Livro dos Espíritos, Cap. 4 - Pluralidade das Existências.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Casos Espíritas: Serve e Prossegue
Alguns dias atrás, no post sobre preces espíritas eu havia prometido relatar um interessante caso que vivenciei. Falando sobre Reuniões Espíritas de Estudo e sobre o Evangelho no Lar, eu dizia que "Nessas reuniões, é comum os Espíritos guiarem o ato mecânico de abrir um livro para que caia num texto específico, útil para os que estão ouvindo." Pois bem. O seguinte caso ocorreu no período de eleições de um conhecido centro espírita em Natal.
O presidente em exercício, antigo e dedicado trabalhador da casa, desejava deixar o cargo de presidente. Alegava problemas de saúde, dificuldades domésticas e o fato de já ter sido eleito mais de uma vez. Era justo deixar a oportunidade de gestão para outrem. Entretanto não apareciam candidatos interessados. Todos os trabalhadores da casa o respeitavam pelos serviços prestados durante vários anos. Vez ou outra um companheiro pedia que ele ponderasse, que continuasse o trabalho, que a maioria o desejava como líder etc. Mas ele permanecia reticente.
Chegado o dia da Assembleia de Eleição, não havia chapas nem se apresentaram candidatos a disputar. Vários trabalhadores, sócios da casa estavam reunidos na sede do centro. A reunião foi iniciada e foi solicitado a um dos sócios que abrisse aleatoriamente o livro de mensagens "Fonte Viva", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. O livro, aberto numa página qualquer, escolhida ao acaso, mostrava o capítulo de número 82. Quem tiver o livro, abra-o nesse capítulo e verá a influência dos Espíritos naquele suposto "ato puramente mecânico e aleatório" de abrir um livro e a clara mensagem que eles queriam passar, já a partir do título da mensagem. Não vou citar aqui propositalmente para incentivar os amigos a buscar e ler o livro espírita. Para quem não tiver o livro, uma dica: a Internet tem :)
O antigo servidor foi assim re-eleito naquela Assembleia, aceitando o cargo e passando a guiar os rumos da casa por mais um período.
Alguns poderiam alegar que o livro estava "viciado" ou marcado naquele capítulo. Não era o caso, pois era frequentemente utilizado em reuniões públicas de que eu mesmo participava, e, aberto ao acaso, sempre mostrava mensagens diferentes. É difícil aceitar um fenômeno de pura coincidência naquela ocasião tão específica.
Esse é apenas um caso, de muitos que são conhecidos no meio espírita, de mensagens que chegaram na hora e momento adequados, inesperadamente, de maneira bastante sutil, mas de resultados muito positivos.
O presidente em exercício, antigo e dedicado trabalhador da casa, desejava deixar o cargo de presidente. Alegava problemas de saúde, dificuldades domésticas e o fato de já ter sido eleito mais de uma vez. Era justo deixar a oportunidade de gestão para outrem. Entretanto não apareciam candidatos interessados. Todos os trabalhadores da casa o respeitavam pelos serviços prestados durante vários anos. Vez ou outra um companheiro pedia que ele ponderasse, que continuasse o trabalho, que a maioria o desejava como líder etc. Mas ele permanecia reticente.
Chegado o dia da Assembleia de Eleição, não havia chapas nem se apresentaram candidatos a disputar. Vários trabalhadores, sócios da casa estavam reunidos na sede do centro. A reunião foi iniciada e foi solicitado a um dos sócios que abrisse aleatoriamente o livro de mensagens "Fonte Viva", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. O livro, aberto numa página qualquer, escolhida ao acaso, mostrava o capítulo de número 82. Quem tiver o livro, abra-o nesse capítulo e verá a influência dos Espíritos naquele suposto "ato puramente mecânico e aleatório" de abrir um livro e a clara mensagem que eles queriam passar, já a partir do título da mensagem. Não vou citar aqui propositalmente para incentivar os amigos a buscar e ler o livro espírita. Para quem não tiver o livro, uma dica: a Internet tem :)
O antigo servidor foi assim re-eleito naquela Assembleia, aceitando o cargo e passando a guiar os rumos da casa por mais um período.
Alguns poderiam alegar que o livro estava "viciado" ou marcado naquele capítulo. Não era o caso, pois era frequentemente utilizado em reuniões públicas de que eu mesmo participava, e, aberto ao acaso, sempre mostrava mensagens diferentes. É difícil aceitar um fenômeno de pura coincidência naquela ocasião tão específica.
Esse é apenas um caso, de muitos que são conhecidos no meio espírita, de mensagens que chegaram na hora e momento adequados, inesperadamente, de maneira bastante sutil, mas de resultados muito positivos.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Espírito e Matéria
Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. (...)"
O Livro dos Espíritos, questão 27.
Essa questão, contida no capítulo segundo de "O Livro dos Espíritos" (LE) abrange um dos assuntos menos compreendidos pelos neófitos (e mesmo veteranos) da Doutrina Espírita, apesar de ser bastante claro e simples. Espírito e Matéria são os dois elementos gerais da Criação. Ambos se entrelaçam no espaço e no tempo, moldando-se mutuamente segundo as Leis eternas e imutáveis do Criador.
Para iniciar, daremos uma noção do que sejam esses dois elementos.
A questão 22 do LE nos explica que a matéria, do ponto de vista dos encarnados, é aquilo que nos impressiona os sentidos. Entretanto, ela pode existir em estados imperceptíveis a nós, etérea e sutil, mas ainda assim, matéria. Mais adiante os Espíritos nos ensinam que a matéria é o instrumento de que o Espírito se serve para atuar no Universo. Assim, poderíamos dizer que a matéria é um instrumento ou uma ferramenta para o Espírito exercer sua ação.
Já na questão 23, Kardec questiona sobre o que é o espírito (com 'e' minúsculo). E os Espíritos respondem: é "O princípio inteligente do Universo". É importante observar que nesse capítulo, por convenção, a palavra espírito (grafada com 'e' minúsculo) quer designar o princípio espiritual da criação. E Espírito (capitalizada) indica o ser, a individualidade espiritual. No decorrer do capítulo, aprendemos que o espírito (elemento) une-se naturalmente à matéria e, em uma série de transformações e durante milhões de anos transforma-se em individualidade espiritual (Espírito) [1].
Aprendemos também que a inteligência é o principal atributo do elemento espiritual. Um outro atributo basilar desse elemento é sua capacidade de evoluir, de se organizar, de se aperfeiçoar de tal forma que é ele que dita os rumos da formação da matéria e evolução da Vida nos diversos mundos que povoam o Infinito. Um detalhe importante a ser observado é que, ao evoluir, o espírito não retrograda. Não há a possibilidade de retroceder na escala evolutiva. O caminho espiritual é sempre para adiante. Segundo os Espíritos, essa é uma característica que faz parte essencial da Lei de Evolução.
Com relação a esse assunto, lembramos uma questão que poucos compreendem ao estudar esse capítulo do LE. A de número 25:
O espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?
“São distintos uma do outro; mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria.” [2]
Intelectualizar a matéria é uma expressão quase poética utilizada pelos Espíritos da Codificação e significa exatamente moldar a matéria em elementos primitivos, átomos, moléculas, proteínas etc, a ponto de chegar a gerar o fenômeno conhecido como Vida, a diversidade dos seres e, posteriormente a formação das paixões, dos sentimentos e enfim, da inteligência.
Para isso, o espírito (ou princípio espiritual) estagia nos vários reinos da natureza, sempre evoluindo, lenta mas progressivamente, até chegar à sua individualização (torna-se um ser, uma entidade, um Espírito). Mas isso será tratado em artigo posterior, pois merece atenção especial.
Por enquanto basta-nos entender que o Universo é formado por dois elementos gerais: a matéria e o espírito. Que este utiliza-se daquela para evoluir e construir os impérios estelares e a infinidade da Vida que deslumbram o Homem desde o início da História.
[1] Para uma descrição mais detalhada e técnica, ver "Evolução em Dois Mundos" livro do Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
[2] Observar que nessa questão os Espíritos nos afirmam que os dois elementos, espírito e matéria, são essencialmente distintos um do outro. Assim espírito não é matéria nem descende dela. E o contrário também não ocorre. Espírito tem origem própria. Matéria tem origem própria.
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. (...)"
O Livro dos Espíritos, questão 27.
Essa questão, contida no capítulo segundo de "O Livro dos Espíritos" (LE) abrange um dos assuntos menos compreendidos pelos neófitos (e mesmo veteranos) da Doutrina Espírita, apesar de ser bastante claro e simples. Espírito e Matéria são os dois elementos gerais da Criação. Ambos se entrelaçam no espaço e no tempo, moldando-se mutuamente segundo as Leis eternas e imutáveis do Criador.
Para iniciar, daremos uma noção do que sejam esses dois elementos.
A questão 22 do LE nos explica que a matéria, do ponto de vista dos encarnados, é aquilo que nos impressiona os sentidos. Entretanto, ela pode existir em estados imperceptíveis a nós, etérea e sutil, mas ainda assim, matéria. Mais adiante os Espíritos nos ensinam que a matéria é o instrumento de que o Espírito se serve para atuar no Universo. Assim, poderíamos dizer que a matéria é um instrumento ou uma ferramenta para o Espírito exercer sua ação.
Já na questão 23, Kardec questiona sobre o que é o espírito (com 'e' minúsculo). E os Espíritos respondem: é "O princípio inteligente do Universo". É importante observar que nesse capítulo, por convenção, a palavra espírito (grafada com 'e' minúsculo) quer designar o princípio espiritual da criação. E Espírito (capitalizada) indica o ser, a individualidade espiritual. No decorrer do capítulo, aprendemos que o espírito (elemento) une-se naturalmente à matéria e, em uma série de transformações e durante milhões de anos transforma-se em individualidade espiritual (Espírito) [1].
Aprendemos também que a inteligência é o principal atributo do elemento espiritual. Um outro atributo basilar desse elemento é sua capacidade de evoluir, de se organizar, de se aperfeiçoar de tal forma que é ele que dita os rumos da formação da matéria e evolução da Vida nos diversos mundos que povoam o Infinito. Um detalhe importante a ser observado é que, ao evoluir, o espírito não retrograda. Não há a possibilidade de retroceder na escala evolutiva. O caminho espiritual é sempre para adiante. Segundo os Espíritos, essa é uma característica que faz parte essencial da Lei de Evolução.
Com relação a esse assunto, lembramos uma questão que poucos compreendem ao estudar esse capítulo do LE. A de número 25:
O espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?
“São distintos uma do outro; mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria.” [2]
Intelectualizar a matéria é uma expressão quase poética utilizada pelos Espíritos da Codificação e significa exatamente moldar a matéria em elementos primitivos, átomos, moléculas, proteínas etc, a ponto de chegar a gerar o fenômeno conhecido como Vida, a diversidade dos seres e, posteriormente a formação das paixões, dos sentimentos e enfim, da inteligência.
Para isso, o espírito (ou princípio espiritual) estagia nos vários reinos da natureza, sempre evoluindo, lenta mas progressivamente, até chegar à sua individualização (torna-se um ser, uma entidade, um Espírito). Mas isso será tratado em artigo posterior, pois merece atenção especial.
Por enquanto basta-nos entender que o Universo é formado por dois elementos gerais: a matéria e o espírito. Que este utiliza-se daquela para evoluir e construir os impérios estelares e a infinidade da Vida que deslumbram o Homem desde o início da História.
[1] Para uma descrição mais detalhada e técnica, ver "Evolução em Dois Mundos" livro do Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
[2] Observar que nessa questão os Espíritos nos afirmam que os dois elementos, espírito e matéria, são essencialmente distintos um do outro. Assim espírito não é matéria nem descende dela. E o contrário também não ocorre. Espírito tem origem própria. Matéria tem origem própria.
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