segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Azul do Céu

O Azul do Céu

Música de Victor Holanda

C          D              G               D       C
 Quem sabe um dia a gente encontre tempo (encontre tempo)
D     G     D       C
 De olhar o céu (de olhar o céu)
D           G       D       C
E ver como é bonito (como é bonito)
D         G      D       C
O azul do céu (o azul do céu)


C          D              G               D       C
Quem sabe um dia a gente encontre tempo (encontre tempo)
D     G     D       C
De olhar o horizonte (o horizonte)
D           G       D       C
E ver como é bonito (como é bonito)
D         G      D       C
O florir dos campos (o florir dos campos)

C         D         G         D           C
Olhai os pássaros voando (não semeiam nem colhem)
C         D         G         D           C           D
Olhai os lirios dos campos (não trabalham nem tecem)

       G       C
Mas vê como é bonito ...

La Ĉiela Bluo

Aũtoro: Victor Holanda

C          D              G               D       C
Kredeble iu tago ni renkonti tempo (renkonti tempo)
 D     G     D       C
Por rigardi la ĉielon (por rigardi la ĉielon)
D           G       D       C
Kaj vidi kiel estas bela (kiel estas bela)
D         G      D       C
La ĉielo blua (la ĉielo blua)



C          D              G               D       C 
Kredeble iu tago ni renkonti tempo (renkonti tempo)
D     G     D       C
Por rigardi la horizonton (la horizonton)
D           G       D       C 
Kaj vidi kiel estas bela (kiel estas bela)
 D         G      D       C
Floroj en la kampo (floroj en la kampo)



C         D         G         D           C
Rigardu ni flugantajn birdojn (ne rikotas nek semas)
 C         D         G         D           C           D 
Rigardu ni liliojn en la kampoj (ne laboras nek teksas)

       G       C
Sed ni vidu kiel estas bela ...

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Obreiros da Fraternidade

O livro “Nas Fronteiras da Loucura”, de Manoel Philomeno de Miranda, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, nos traz várias revelações sobre a atuação de obsessores desencarnados, principalmente nos momentos das festas do carnaval, quando a bebida, as drogas e a sensualidade exagerada campeiam em nosso mundo, causando enorme desequilíbrio espiritual. Entretanto, ele descreve também a atuação firme e constante de trabalhadores do bem, que minimizam os efeitos nocivos causados pelo desequilíbrio geral, realizam resgates de espíritos sofredores e tentam direcionar encarnados e desencarnados ao equilíbrio das emoções e sentimentos.

Um trecho específico versa sobre o sacrifício desses Espíritos Abnegados, que muitas vezes adentram áreas tomadas por vibrações negativas:


“Graças às cargas mefíticas dos pensamentos vulgares que sustentam tais climas, os obreiros da  fraternidade, ajudando, sofrem as condições da área de trabalho, empestada, que asfixiam e das descargas magnéticas violentas que agitam as  vibrações con densadas.


São verdadeiros cireneus, que se sacrificam visando o bem do próximo, em demoradas tentativas de benemerência sob o contributo da renúncia pessoal e do sacrifício. Muitos deles dispõem de títulos  de enobrecimento que os promovem ao trabalho em  outros campos mais elevados e pacíficos, todavia,  preferem demorar-se onde a dor é mais aguda, não  obstante para ajudar devam sofrê-la...”


Muitos deles são Espíritos que já tem méritos para ascender a mundos mais felizes que o nosso, mas preferem permanecer em nosso ambiente, por compaixão por aqueles que ainda sofrem e encontram-se perdidos.

São um exemplo para nós, trabalhadores espíritas, que muitas vezes fugimos ao trabalho no bem por medo de enfrentar a dor, a ingratidão e incompreensão alheia, o estresse natural dessas atividades, que é tão menor que os grandes desafios enfrentados e superados por esses Espíritos de Escol.

Sigamos pois em frente, superando dificuldades sem temor. Sabendo que sofreremos também as consequências do trabalho no bem. Isso é Luz que fazemos na nossa vida.

Correio Espírita: Por que dar espaço para a aflição?

Por que dar espaço para a aflição?

Muitas serão as vezes que passaremos por dúvidas e desespero. Mas isso não é motivo para desistir. Existem ajudantes que acompanham vocês. Não temam. Continuem firmes. Não deem ouvidos aquilo que não leva ao bem. Estamos sustentando vocês. Fé sempre.

Um abraço fraterno.

Mensagem de uma irmã desencarnada.
Reunião de Estudos Mediúnicos no CEIC em 06/10/2015.




A mensagem foi claramente direcionada ao grupo, no intuito de fortalecer a confiança e a fé no apoio dado pelos Espíritos que coordenam os trabalhos. Muitas vezes sentimo-nos fracos perante as dores e dificuldades comezinhas da vida. Os benfeitores espirituais então sentem a necessidade de mostrar que estão ao nosso lado. Nesses momentos temos então a esperança, a fé e as forças renovadas para dar continuidade ao serviço no Bem Geral.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Psicometria: Animismo ou Mediunidade?

Primeiramente, a definição de médium:
“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XIV).
Portanto, mediunidade é a capacidade de perceber a influência dos Espíritos (pelo entendimento geral, desencarnados). Diz-se também, que é a capacidade de produzir certos fenômenos com o apoio deles (os Espíritos desencarnados).
Já o Animismo indica um fenômeno, um conhecimento ou uma capacidade da própria pessoa, que não depende do apoio de Espíritos desencarnados.
Assim, podemos dizer que a psicofonia, psicografia etc, são fenômenos mediúnicos, quando há um espírito comunicante. Entretanto, são anímicos quando o próprio "médium" é o autor da comunicação.
Fenômenos normalmente dados como mediúnicos:
  • Psicografia
  • Pisicofonia
  • Vidência
  • etc.

Fenômenos normalmente dados como Anímicos:
  • Sonambulismo
  • Dupla Vista
  • Telepatia
  • Bilocação
  • Clarividência (não confundir com a vidência mediúnica)
  • etc

Alguns fenômenos anímicos, muitas vezes são erroneamente entendidos como mediúnicos, como a clarividência, passe magnético, dupla vista, psicometria.
A psicometria é a capacidade de "ler" alguma matéria física. Psicômetros são capazes de ver cenas do passado de tal ou qual objeto (em casos raros, ver seu futuro). Nesse caso NÃO HÁ a necessidade do intercâmbio com entidades desencarnadas, portanto entendo que o fenômeno é anímico.

É importante notar que em várias obras espíritas (inclusive algumas clássicas) a psicometria é entendida como uma capacidade mediúnica. Mesmo assim, e com o respeito que devemos a esses grandes pesquisadores, como Ernesto Bozzano, e sua contribuição à ciência espírita, entendemos que a psicometria é uma habilidade anímica, que pode ter eventualmente algum apoio espiritual.

Documentário Data Limite Segundo Chico Xavier

"Há sinais de Esperança. Em um mundo de loucura, há sinais de Esperança! Há um espírito de cooperação se desenvolvendo em pequena escala, em milhares de lugares no mundo. E isso deve ser como sementes, que precisam ser regadas, multiplicadas e espalhadas. E com esse espírito de cooperação, desistindo do ego, em favor de querer servir a humanidade, fazer a diferença e ajudar a construir um planeta melhor. Continuamente, há esperança! Essa é realmente a razão pela qual acredito em milagres e acho que isso vai acontecer".

Paul Hellyer, ex-Ministro de defesa do Canadá, no documentário "Data Limite Segundo Chico Xavier"

Documentário: Data Limite Segundo Chico Xavier

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Animismo

Animismo: um dos termos mais mal compreendidos dentro do movimento espírita. Via de regra dirão que se trata de uma interferência por parte do médium nas comunicações mediúnicas. Seria algo que deve ser evitado pois terminaria atrapalhando essas mensagens e colocando ali ideias falsas, não provenientes do pensamento original do espírito comunicante.

Assim, muitos espíritas terminam vedo no animismo um fenômeno espúrio, uma mistificação que deve ser evitada sempre. E isso é um erro. Um mau entendimento do que significa animismo.

O animismo é todo fenômeno que tem origem na própria alma encarnada e não em um espírito desencarnado. Dentro das sessões mediúnicas há dois fenômenos psíquicos válidos: os anímicos (vem de ‘anima', que significa alma) e os mediúnicos. Dentro dos fenômenos anímicos, podemos citar o sonambulismo mediúnico (não confundir com o homônimo transtorno do sono). O sonambulismo estudado dentro do Espiritismo é um estado de emancipação (libertação) temporária da alma com relação ao seu corpo. Dessa forma, ela pode ver, ouvir, lembrar e entender com muito mais nitidez. É possível obter comunicações muito úteis esclarecedoras a partir do sonambulismo, que é um fenômeno anímico. O Livro dos Espíritos trata do sonambulismo na pergunta 425.

Infelizmente, o fenômeno animismo mais comum citado dentro do movimento espírita é aquele em que o médium insere seus próprios pensamentos (voluntária ou involuntariamente) nas comunicações mediúnicas. Diz-se que Joana de Angelis teve dificuldades em 'domar' o arroubos anímicos de Divaldo Franco. Fala-se também que o próprio Chico Xavier chegou a injetar muitas vezes seu próprio pensamento dentro de sua obra. Mas isso não vai significar que o animismo é um mal que deva ser combatido.

O animismo é um fenômeno psíquico que deve ser estudado e que pode nos trazer muitos benefícios. Prova disso são os chamados ‘médiuns de desdobramentos’, que em minha opinião receberam erradamente esse título, pois não são médiuns. O desdobramento é capacidade anímica. O mesmo se dá com os passistas magnéticos. É claro que esses recebem o apoio dos espíritos. Mas seus feitos se dão por conta deles próprios.

Alguns fenômenos anímicos:


Dupla Vista ou Segunda Vista: Capacidade de uma pessoa, em estado de vigília, ver fatos ocorridos no passado, a uma grande distância ou mesmo no mundo espiritual;

Desdobramento: Capacidade de se desligar temporariamente do corpo físico e deslocar-se conscientemente no plano espiritual;

Telepatia: Capacidade de comunicar-se através da mente;

Sonambulismo (não confundir com o transtorno do sono): Estado de transe onde a alma emancipa-se do corpo e é capaz de dar comunicações detalhadas que seriam impossíveis em estado de vigília;

Outros fenômenos anímicos: Telecinesia, premonição, bilocação etc..

terça-feira, 13 de maio de 2014

Espiritismo e Vegetarianismo

É comum no meio espírita os debates relacionados ao tema polêmico da alimentação carnívora. Recentemente escrevi um pequeno texto nesse blog, dando algumas opiniões minhas, baseadas na Codificação Espírita.

Hoje, em conversa com amigos, veio a tona o recorrente argumento de que ao nos alimentarmos de vegetais estamos também matando seres vivos, e assim o vegetarianismo seria tão moralmente errado quanto a alimentação carnívora convencional.

Entretanto, como estamos tratando do aspecto espiritual do tema, não podemos nos limitar apenas a detalhes puramente conceituais. É certo que as criaturas de ambos os reinos tem vida. Entretanto, precisamos ir além e nos debruçar sobre o aspecto evolucionário daquilo que chamamos de "Princípio Espiritual".

Nos primeiros capítulos de "O Livro dos Espíritos" (LE) aprendemos que princípio espiritual é uma das materias componentes primordiais da Criação, sendo o ponto de início de todos os Espíritos. De forma análoga, o princípio material é o formador de tudo quanto seja matéria/energia (ver perguntas 21-28 do LE).

Vemos também nessas perguntas citadas, que o princípio espiritual sempre evolui. Cada construção é mantida. Sempre "caminha para frente". Enquanto que o princípio material pode "montar-se e desmontar-se".

Para que possamos entender o processo, vamos citar o átomo de oxigênio. Se o juntarmos a outro átomo de oxigênio (O), formamos uma molécula de oxigênio (O2). Se somarmos outro átomo, formaremos o Ozônio (O3). Essas moléculas podem se separar, voltando ao seu estado original, unindo-se a outros átomos para formar outras moléculas em processos infinitos no tempo e espaço. Se o átomo de oxigênio fosse formado pelo princípio espiritual ao invés do material, no momento em que se unisse (formando a molécula de oxigênio) não poderia ser desfeito. Ou seja, o Espírito sempre evolui.

No capítulo XI - Os Três Reinos, Kardec lança uma sequência arrebatadora de perguntas aos Espíritos e, especialmente a partir da pergunta 592, chegamos a algumas conclusões interessantes:

1. Os animais tem uma espécie de "alma", diferente da alma humana, e que é  chamada de princípio espiritual, mas aqui, para diferenciar do elemento formador que compartilha o mesmo nome, chamaremos de alma animal;
2. A alma animal evolui (pois descende do princípio espiritual) em diversos estágios nos reinos Mineral, Vegetal e Animal. Tal evolução dura incontáveis eras;
3. A alma animal diferencia-se da alma humana por não ser ainda um ser completamente consciente de si próprio;
4. Ao chegar ao ápice do que tais reinos podem proporcionar em termos de evolução, a alma animal toma ciência de si própria, e consequentemente adquire completo livre arbítrio, tornando-se plenamente responsável pelos seus atos. Nesse momento o princípio espiritual que era chamado de alma animal ganha estatus de ser humano e pode passar a encarnar, coisa somente possível no reino hominal.
5. Todo esse processo se dá em uma evolução constante, da pedra ao homem.

Nesse mesmo capítulo, os Espíritos nos ensinam que as almas no período vegetal não sentem dor, e não tem a qualquer consciência (LE-586 e LE-587).

Já os animais possuem os primórdios da vontade, das emoções e da consciência (obviamente que aqui falamos dos animais superiores).

Assim, voltando à questão inicial desse texto. Sabendo-se que  os animais sentem dor, medo, raiva, angústia, tristeza. Que além disso são capazes de lembrar tais experiências, perguntamos: Será que o "assassinato" de um vegetal seria igualmente malfazejo como o de um animal? O bom senso nos indica que não. Na verdade são coisas completamente díspares.

Por esse raciocínio, e por outros, também, particularmente somos adeptos da tese de que a alimentação vegetariana é mais saudável, tanto material, como Espiritualmente.