Sou voluntário no Centro Espírita Irmãos do Caminho - CEIC - a cerca de 15 anos. Durante esse período me deparei com vários casos interessantes, espirituais ou não.
Recentemente, participando de uma reunião pública, numa noite de quarta-feira, fui convidado a fazer a leitura inicial - o exórdio que antecede a palestra - e uma ligeira interpretação.
Transcorridos os trabalhos da noite, após os passes, estava conversando à porta do centro, enquanto os visitantes saíam, quando fui abordado por um jovem, acompanhado por uma moça que parecia sua esposa. Ele educadamente elogiou o meu exórdio e me perguntou se eu acreditava em Deja-Vú. Eu sorri e antes que pudesse responder, ele emendou:
- É que eu nunca te vi, não te conheço, mas essa noite passada eu sonhei com você.
Olhei para ele como quem espera a continuação da história e ele disse:
- No sonho vi você aqui no Centro, junto com uma moça. Ela era bem branca, alta e tinha os olhos cor de mel.
Um tanto surpreso, eu sorri novamente e respondi:
- Você acaba de descrever a minha esposa.
Fiquei perplexo. Ele nunca me vira, mas acabara de descrever a minha esposa, que ele tampouco conhecia e que não estava comigo no centro naquele dia. O ponto crucial foi a cor dos olhos, coisa que sempre admirei nela.
É sabido, dentro da Doutrina Espírita, que durante o sono, nós Espíritos encarnados, saímos do corpo (fenômeno conhecido como desdobramento) e seguimos para os locais de nosso interesse. Eu, particularmente já havia sonhado no Centro. Mas nunca alguém chegara a me confirmar tal fenômeno.
Ao final da conversa, agradeci ao novo amigo pela informação compartilhada, que veio a somar positivamente no rol de casos espíritas na minha vida.
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